Você acredita no seu trabalho?


Você acredita no que você está fazendo? Você realmente acha que tudo vai dar certo? Não sei vocês, mas pra mim é muito importante fazer parte de uma empresa em que eu acredito. Se você já leu "O Segredo"(The Secret) ou ouviu falar na Lei da Atração, sabe que querer e acreditar torna qualquer coisa possível! E eu acredito que seja verdade.


Em 2013 o Funk Ostentação explodia em São Paulo. Cantores mais famosos ganhavam mais de meio milhão de reais por mês para cantar uma música que ninguém em sã consciência gostaria de ouvir, mas incrivelmente aquilo dava muito certo. Nesse mesmo ano o Mc Daleste, um dos principais nomes do funk paulista, morreu e em uma reportagem especial para a Rede Bandeirantes seu pai, ainda em choque com o ocorrido, deu a seguinte declaração:

"Jesus foi crucificado por todos nós, será que Daniel (Mc Daleste) foi pelo funk?"

Veja bem, ele é um pai que acabou de perder o filho, mas também é um homem muito religioso e naquele momento ele comparou a morte do filho dele com a de Jesus. Ele acreditava tanto no trabalho do filho com o funk que comparou-o com o de Jesus.


Essa declaração é muito mais do que aparenta, ela é o segredo do sucesso do funk ostentação. Não são apenas pessoas cantando letras de gosto duvidoso pra vender show. Não! São pessoas que acreditam realmente que o trabalho que elas estão fazendo é o que dá sentido à vida delas! Elas realmente acreditam no que fazem e por isso, por mais estranho que possa parecer, dá tão certo. Por isso eles ganham muito dinheiro.


E você? Você realmente acredita no seu trabalho? Você realmente acredita que o sentido da sua vida é operar um guindaste em uma plataforma de petróleo? Você realmente acredita que o seu trabalho no RH dessa empresa exportadora de soja é relevante? Você realmente acha que acordar cedo para vender seus doces na porta das empresas te faz alguém especial? Acredite! Se você acreditar no que está fazendo terá sucesso.

O que eu aprendi com a faculdade de engenharia

Eu estou entrando em reta final do meu curso de Engenharia e gostaria de falar um pouco da minha frustração com a faculdade. Vamos lá?

Eu comecei a estudar com 3 anos de idade e fui passando por todas as etapas de aprendizagem no sistema de ensino brasileiro até concluir meu Ensino Médio aos 18 anos sem nem ao menos saber criar um carrinho de controle remoto. Você acredita nisso? Em 2011, quando concluí meu ensino médio eu não tinha aprendido nada sobre tecnologia, sobre negociação, sobre administração, sobre criatividade, sobre inovação, sobre empreendedorismo... NADA DISSO! Eles me ensinaram as mesmas coisas que meus avós haviam aprendido na escola no tempo deles. Não é maluco isso? Você acredita que pra explicar as leis da física eles usavam exemplos como pêndulos usados em 1600. Mas agora estava formado e resolvi me matricular em cursos técnicos para poder começar a trabalhar.

Cursei Técnico em Edificações, Técnico em Meio Ambiente, Técnico em Transações Imobiliárias, Técnico em Informática, Técnico em Mecânica de Aeronaves... comecei a fazer também um monte de cursos livres e foi um período incrível. Os cursos tinham duração máxima de até 2 anos, mas eram muito objetivos. Aprendi coisas que realmente eram muito úteis em suas respectivas áreas com os técnicos, e com os cursos livres aprendi tudo que eu julgava ser necessário para um profissional. Mas “NEM SÓ DE CURSO TÉCNICO VIVE O HOMEM” e finalmente me matriculei na faculdade de Engenharia! Seriam 5 anos de estudo, mas imagina só? Eu seria finalmente um ENGENHEIRO!!! Que irado!! Imagina só o que eu poderia fazer?! Quando eu saísse da faculdade eu já saberia montar um submarino, ou uma bomba nuclear, ou um robô do Star Wars, ou uma estação espacial, ou tudo isso junto... faculdade realmente deveria ser um lugar in-crí-vel! Mas digamos que não foi bem como esperava.

Os primeiros 4 semestres da faculdade vimos o que eles chamam de “engenharia geral” que na verdade é um conteúdo bem amplo de matérias que envolvem cálculo, física, química, lógica, programação e normativos para nos preparar para as específicas. Onde veremos mais cálculo, física, química, lógica e normativos bem amplos que se você estudasse em 1970, 1980, 1990, 2000, 2010 ou 2017 você não veria a menor diferença. Você acredita que eu estudei por 3 semestres uma matéria chamada “Calculo Estrutural” onde a gente aprende a fazer o cálculo de uma simples laje usando mais de 20 folhas de caderno, o que hoje na prática é feito em um programa que nós nem sequer temos o contado na faculdade.

Olha que eu ainda tenho muita sorte das instituições que passei me darem disciplinas como lógica de programação, onde aprendemos a criar programas para computador e disciplinas em AutoCAD para construção. Mas isso é raridade em pleno ano 2017!

Você tem noção do quanto o ensino superior está defasado em relação ao mercado atual? Será que ninguém se incomoda em aprender na faculdade a mesma coisa que seus pais aprenderam a 20, 30, 40 anos atrás? Você acredita que tem professor que nem ao menos admite o uso de calculadora nas provas? C A L C U L A D O R A ! ! !

Se eu tivesse parado de fazer cursos livres durante meu período de graduação eu iria me formar pronto para trabalhar como engenheiro de 1980. É triste saber que o ensino superior é isso, que é só isso. Enquanto crianças na Alemanha de 12 anos criam disputas de robôs no colégio, ou que crianças de 6 anos aprendem programação na China, aqui no Brasil um engenheiro formado não sabe nem ao menos mexer em um software de engenharia.

Não me entendam mal. Um engenheiro precisa saber executar cálculos complexos e aplicações de física, mas isso não é o bastante. Uma graduação deveria ser a conclusão da faze preparatória para entrar no mercado de trabalho, deveria ser um diploma dizendo “ESSA PESSOA AGORA É UM PROFISSIONAL HABILITADO E QUALIFICADO PARA RESOLVER QUALQUER PROBLEMA QUE UM ENGENHEIRO PODE RESOLVER”, mas na verdade é só mais um diploma que diz que você pode prestar concurso público para nível superior e que manja dos cálculos.


Sistema de tratamento ecológico recupera rios poluídos e cria jardins flutuantes

E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição do sistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.
Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistema revitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.
O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
No vídeo abaixo, saiba como funciona a engenhoca:
Biomatrix Water Technology from Biomatrix Water Solutions on Vimeo.
O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:



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