Casa Folha apresenta soluções sustentáveis para o veraneio



Vista da sala de estar, que é uma espécie de varanda, já que é toda aberta para a entrada da brisa do mar, que refrigera a casa naturalmente. Há uma área reservada às refeições com uma mesa de 14 lugares. 



Foto tirada a partir do meio da casa, no segundo andar. À esquerda é possível ver a piscina e, ao centro, o mar. 



Visão aérea da casa. As folhas superior e inferior são varandas com pés-direitos duplos. As outras quatro têm suítes no segundo andar e home theater e sala de jantar no térreo. 



Nessa imagem é possível ver a faixa de areia que funciona como “quintal” da casa e o píer. 



“A suíte tem dois lados, parece um barco. Dá para abrir totalmente as janelas, e o quarto vira uma varanda”, explica o arquiteto Rafael Patalano, um dos idealizadores do projeto. Cada janela mede 2 m de largura por 2,5 m de altura. Se abrir tudo, cada quarto fica com uma abertura de 4 m por 2,5 m. 


Chapas de cobre pré-oxidadas forram a piscina e protegem a área por até cem anos. Em cima, o beiral de cobre diminui a altura do telhado e impede que a chuva entre na varanda. 



O interior da cozinha. Como o térreo da casa é uma mega varanda, o cômodo é montado em uma espécie de “caixotinho”, para que possa se manter fechado sem afetar o aspecto visual do projeto. 



Imagem feita a partir da praia. Embaixo da suíte da direita, tem uma sala de jantar com ar condicionado e paredes de vidro retráteis. Com uma estrutura idêntica, do outro lado, funciona o home theater. Além das caixas de som espalhadas pelo cômodo, foram instaladas cortinas até o chão, que ajudam a manter a acústica no espaço. 



O projeto arquitetônico da casa foi concebido em parceria com o paisagístico, de Maria Adania. 



A comida ocupa o coração da casa. O centro da casa foi destinado à área de churrasco. Além da churrasqueira, o local tem baquetas de madeira. No segundo andar, os quartos são separados por um mezanino que serve como ponto de observação. Os arquitetos responsáveis pelo projeto – Rafael Patalano, Ivos Mareines, Flavia Lima, Paula Costa e Rafael Tretti – optaram por não usar corredor na construção.



A varanda do fundo que dá acesso à entrada terrestre da casa é chamada de Lounge Brasileiro, pois tem várias redes para relaxar. 



Cozinha vista pelo lado de fora. Ela é feita de madeira, concreto e vidro translúcido. 



Essa é a única suíte térrea, localizada ao lado da sala de TV. Ela foi feita para o pai do proprietário, que é idoso e não pode subir escadas. O futon serve como cama e é revestido de seda. 



No banheiro, a bancada ficou para o lado de fora. As cortinas de seda vão para o closet e as portas na lateral da pia dão acesso ao vaso sanitário e ao chuveiro. O chão – disposto em espinha de peixe - é um misto de tábuas de peroba mica (madeira mais clara) e ipê (madeira mais escura). 



As quatro suítes do andar superior são iguais. Todas elas têm vista direta para o mar. A cama foi feita sob medida, o desenho foi baseado nas mesas laterais, um dos primeiros itens comprados para os quartos. O ar condicionado fica “escondido” em uma caixa de madeira em cima da cama. Atrás da cama, há uma escrivaninha, utilizando a mesma estrutura do móvel. O desnível da mesa lateral serve para acomodar livros e revistas. 



Como a sustentabilidade é a palavra de lei da construção, o telhado é de eucalipto, uma fonte natural de crescimento rápido e renovável. Foram usadas madeira certificada e madeira reaproveitada nos pisos. O forro é de bambu cortado em tiras com luz embutida. 




No home theater não tem sofá, só um grande futon com almofadas. À esquerda, há uma entrada para a suíte térrea pelo jardim. 



Vista pela estrada que dá acesso ao imóvel. Ela fica em um condomínio fechado. Por isso, é possível manter toda a estrutura aberta com segurança.



O piso foi feito com madeira recuperada de postes antigos. Tudo leva madeira, bambu, concreto ou vidro, não há uma só parede pintada na casa. 



Lounge com vista para o mar. É a ala mais ampla da casa, com 20 metros de comprimento. A varanda posterior pé um pouco menor, com 16 metros de comprimento. A casa tem 36 m por 32 m.



A casa tem uma área de 800m², e cada quarto acomoda um casal. Ao todo, é possível hospedar dez pessoas. “Para uma festa, ela quase não tem limite, principalmente se o tempo estiver bom”, calcula Patalano. 



A casa fica em Angra dos Reis. Inicialmente, havia uma pequena choupana no local. O píer é herança dessa época.